O que as mulheres esperam dos homens?

 

 

Estamos no século XXI, este século é marcado pela independência financeira das mulheres e sua estabilidade. Algumas optam por sua carreira profissional e estão sendo mães tardias, outras preferem uma formação profissional em conjunto com a concepção familiar, creio que este segundo grupo, é ainda mais evidente em nossa sociedade.

Resolvir escrever este artigo, depois de alguns pontos contraditórios que tenho ouvido e percebido por parte de alguns homens.

O que as mulheres esperam dos homens, mesmo em uma sociedade tão machista é que estes sejam cavalheiros, educados, pacientes, românticos. Por outro lado, queremos também homens que tenham postura, que tenham voz ativa quando necessário, que saibam portar-se como homens de verdade, afinal queremos ter segurança, ser protegidas por aqueles que escolhemos para ser nossos parceiros.

O homem do século XXI não tem acompanhado o desenvolvimento da sociedade. Ainda são ignorantes, acham-se donos do saber e da mulher, essa uma realidade que ainda temos que conviver.

Alguns tratam as mulheres mal como se fossem inferiores e esquecem que estas são profissionais inteligentes, que são mães ou futuras mães, donas de casa, mesmo sendo cientes da importância destas na sociedade vigente.

O que as mulheres esperam dos homens é o reconhecimento, respeito mútuo, cordialidade; Estas engajam-se no fazer o melhor para que “estes” estejam sempre bem em todos os aspectos e o mínimo que podem receber mesmo que não o peçam é o carinho “destes” que se acham donos do mundo.

A mulher que ser ouvida e não descomposta.

A mulher que ser retribuída e não explorada.

A mulher que ser acariciada e não maltratada.

A mulher quer ser amada e não usada.

Por tudo isso, as mulheres esperam dos homens que o amor e reconhecimento habite em seus corações.

 

 

Núbia Bandeira

 

 

Mudando de Assunto

METAMORFOSE

Minha vida esses dias tem passado por momentos de muita ansiedade… Faltam agora meses, para que eu passe por uma metamorfose; apesar de não ser nenhuma largatixa…risos… Porém, sei das minhas responsabilidades, em breve serei outra Núbia, com algumas concepções diferentes da vida. Estarei dividindo minha vida com alguém que almejo ser meu cúmplice para o resto da vida.

Por um lado, minha vida tem se tornado um educandário. E já percebo essa mudança gradual. Na verdade a palavra é AMADURECIMENTO.

 

 

MUDANDO DE ASSUNTO:

Inteligencia Artificial

"Se os homens criam ou fantasmam máquinas inteligentes é porque, no íntimo, descrêem da própria inteligência ou porque sucumbem ao peso de uma inteligência monstruosa e inútil, então eles a exorcizam em máquinas para poder jogar e rir com elas. Confiar essa inteligência a máquinas libera-nos de toda a pretensão ao saber, como confiar o poder a homens políticos nos dá a possibilidade de rir de qualquer pretensão ao poder."(Baudrillard, 1992: 59)

"Não é à toa que [as máquinas inteligentes] são chamadas virtuais: é porque mantêm as idéias num suspense indefinido, ligado ao termo de um saber exaustivo. O ato de pensar é aí continuamente adiado. A questão das idéias nem pode ser colocada, assim como a da liberdade para as gerações futuras: elas atravessarão a vida como um espaço aéreo, amarradas ao assento. … O Homem Virtual, imóvel diante do computador, faz amor pela tela e faz cursos por teleconferências. Torna-se um deficiente motor, e provavelmente cerebral também. Esse é o preço para que ele se torne operacional. Como se pode prever que os óculos ou as lentes de contato serão um dia a prótese integrada de uma espécie da qual o olhar terá desaparecido, também é de temer que a inteligência artificial e seus suportes técnicos tornem-se a prótese de uma espécie da qual as idéias tenham desaparecido." (Ibid., 1992: 60)

"Há no ciberespaço a possibilidade de realmente descobrir alguma coisa? Internet apenas simula um espaço de liberdade e de descoberta. Não oferece, em verdade, mais do que um espaço fragmentado, mas convencional, onde o operador interage com elementos conhecidos, sites estabelecidos, códigos instituídos. Nada existe para além desses parâmetros de busca. Toda pergunta encontra-se atrelada a uma resposta preestabelecida. Encarnamos, ao mesmo tempo, a interrogação automática e a resposta automática da máquina." (Ibid.,1997: 148)

"Daí a confortável vertigem dessa interação eletrônica e informática, como uma droga. Podemos passar aí uma vida inteira, sem interrupção. A droga mesma nunca é mais do que o exemplo perfeito da louca interatividade em circuito fechado. Em nome da domesticação, dizem-nos: o computador não passa de uma máquina de escrever mais prática e mais complexa. … O computador é uma verdadeira prótese. Tenho com ele uma relação não somente interativa, mas tátil e intersensorial. Torno-me um ectoplasma da tela. Daí, sem dúvida, nessa incubação da imagem virtual e do cérebro, as falhas que afetam os computadores são como os lapsos do próprio corpo." ( Ibid., 1997: 148)

"Em contrapartida, o fato de que a identidade seja a da rede, não a dos indivíduos, e que a prioridade seja dada antes à rede do que aos seus protagonistas, implica a possibilidade da dissimulação, do desaparecimento no espaço impalpável do virtual, e de assim não ser mais localizável, inclusive por si mesmo, o que resolve todos os problemas de identidade, sem contar os problemas de alteridade. A atração das máquinas virtuais origina-se, sem dúvida, menos na sede de informação e de conhecimento, ou mesmo de encontro, do que no desejo de desaparecimento e na possibilidade da dissolução numa convivalidade fantasma.

A virtualidade aproxima-se da felicidade somente por eliminar sub-repticiamente a referência às coisas. Dá tudo, mas sutilmente. Ao mesmo tempo, tudo esconde. O sujeito realiza-se perfeitamente aí, mas quando está perfeitamente realizado, torna-se, de modo automático, objeto; instala-se o pânico." ( Ibid.,1997: 149)